quinta-feira, 23 de julho de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Festival de Giffoni
O grupo brasileiro esta dividido em duas partes: a de maiores de 13 (eu, Isadora e Pedro) e os de maiores de 16 (Julia e Antonio). Ao contrario do que pensavamos, somente os estrangeiros falam ingles. Os italianos, que sao a maioria, falam pouquissimo ingles. Mas, estamos nos adaptando e nos divertindo muito.
Todo dia assistimos um longa e um curta. No final do festival votaremos em qual curta e qual longa foi o melhor. Logo depois de cada lona assistido, temos a oportunidade de fazer perguntas ao diretor do filme. Os italianos nao sao muito envergonhados e muitos deles levantam a mao. O Pedro e eu ja fizemos cada um uma pergunta, para representar o Brasil no festival na seçao dos "piu 13 anni" (+13 anos)!
Depois do almoço, podemos fazer perguntas a algumas pessoas famosas. Ate agora a maioria era italiana, entao nao conheciamos bem. Mas, ja tivemos a oportunidade de conhecer a Eva Mendes, Baz Luhrmann (o diretor de Moulin Rouge) e Naomi Watts.
Perto do cinema grande (que é onde tudo que eu contei acontece) tem um jardim bem bonito aonde a gente pode conhecer cada vez mais pessoas enquanto uma banda toca musicas, cada dia é uma banda diferente que toca tipos diferentes de musicas.
A noite, podemos ficar nesse jardim, assistir filmes americanos famosos (até agora tivemos filmes como hannah montana e jonas brothers por la) ou filmes quase sempre italianos ou de outras nacionalidades em um cinema ao ar livre. O grande problema desse cinema ao ar livre é que o filme é quase sempre em italiano e nao tem legendas.
Nos, brasileiros, estamos nos divertindo muito aqui. Eu fiquei bastante surpresa com o quanto nos tornamos companheiros e amigos aqui na Italia. Com certeza, nao vou so guardar a lembranca de como a minha familia é simpatica, ou de quantas culturas tenho a oportuniade de conhecer, mas, tambem, da sorte que tive de viajar com o Antonio, a Julia, a Isadora, o Pedro e a Ana.
Beijos,
Bebel
(Maria Isabel Tancredo - Turma 1001)
domingo, 19 de julho de 2009
Giffoni Film Festival
Nao tenho muito tempo, daqui a pouco tenho que pegar o onibus para o festival. Tambem nao tenho acentos, como voces podem ver.
Do inicio:
Bom, chegamos bem cansados, vinte e poucas horas de viagem. Dez horas para chegar em Paris, tres para chegar em Roma e mais umas quatro para chegar em Giffoni, sem contar as horas entre isso tudo.
Aeroporto de Roma: Calor, cheio.
Quando chegamos na area de desembarque, avistamos duas italianas com um papel escrito BRASILE GIFFONI. Fomos falar com elas e foi nesse momento em que eu senti falta de algum tipo de aula previa de italiano no Brasil. Ela comecou a falar muito rapido, como se estivesse falando com a amiga dela ou alguem conhecido a muito tempo. Entendemos que ela ainda tinha que esperar por alguns outros jurados, da Africa do Sul, Egito e outros.
Fomos comer algo e depois de umas tres horas pegamos o onibus para Giffoni.
Paramos no meio da viagem para pegar uns franceses e para ir ao banheiro. Chegando la, encontramos outros jurados e as familias. Nessa hora eu fiquei um pouco recioso quanto a minha familia, mas quando eles chegaram foi tudo otimo. Eu nao poderia ter ficado com outra, mesmo.
Fomos todos para as respectivas novas casas. Pra falar a verdade, eles me levaram para uma pizzaria antes de ir para a casa, onde foi distribuido uma pizza enorme para cada um. Eles comem muito rapido, impressionante. E comem muito, tambem.
O primeiro dia do festival foi surpreendente. Assistimos o primeiro filme da competicao, que se chama "Insignificant Things" e encontramos diretores e a atriz Eva Mendes. Ela nao falou muita coisa interessante, mas foi bem simpatica. Depois do filme, foi o momento do debate. As perguntas e comentarios foram bem complexos, gostei muito. O nivel é otimo.
Desculpa pela falta de vocabulario.
Depois eu continuo, agora tenho que almocar.
Antonio
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Resenha crítica do curta-metragem Temporal, de Maria Continentino, por Julia Pinheiro
A todo instante somos capazes de nos deparar com elementos que estiveram ou estão na nossa vida. E por que não também dos que estarão? Como saber se algo desconhecido até o momento não será necessário depois de algum tempo? O curta-metragem “Temporal”, de Maria Continentino, trata do presente, do passado e também do futuro, tendo um único personagem como fio condutor.
Através de uma narrativa não-linear, o mesmo personagem se encontra em momentos diferentes de sua própria vida. Por entre fatos singulares, ele se depara com elementos ora da sua juventude, se velho; ora da sua velhice, se jovem.
Ao utilizar o recurso das fotografias, substituindo a clássica câmera filmadora, a diretora já opta por um artefato que nos remete às lembranças, já que são memórias e representações de determinados momentos. Além disso, todas as fotografias são em preto e branco, o que leva ainda mais a uma associação com o passado.
As diferenças claras e extremamente bem pontuadas entre as três idades do personagem são perfeitamente visíveis em fotografias onde são valorizadas as mãos e os rostos (como na seqüência em que há a troca de roupa, ou a das mãos coladas ao vidro). A mão da criança, ainda não definida, opõe-se à mão do velho, já cheia de rugas, assim como os rostos no espelho, já nas cenas finais.
terça-feira, 23 de junho de 2009
Resenha Crítica - Antonio Hofmeister
A retrospectiva de uma vida, o tempo percebido; o tempo passado percebido. O curta “Temporal” de Maria Continentino mostra o devaneio de uma mente cansada, que lembra os fatos vividos com certa melancólica saudade. Mostra a ação do tempo, o passado e o presente se confundem: o resultado não poderia ser melhor.
A visão de um jovem, apoiado e com as mãos sobre o rosto, faz com que um velho homem inicie uma viagem introspectiva. Assim como no filme “Morangos Silvestres” de Bergman, o velho lembra a infância, os amores e as mágoas. E através dessas lembranças, renasce. Desde o tempo que não parece passar, da infância, até a descoberta dos amores, da mulher e da sensibilidade de uma relação. Tudo aparece diante dele.
A Atmosfera hipnótica que é criada devido ao modo como Continentino apresenta o tema, enfatiza ainda mais a questão do tempo. Sucessivas fotografias, sobrepostas em diferentes velocidades, de acordo com a música, tudo isso foi o ponto chave para a mística do curta.
E finalmente, na cena onde um menino vê o velho, o passado encontra o presente. E aquele sussurra, na tentativa de lembrar ao velho que já passou. Tudo se inverte e ele encontra o olhar do jovem. Percebe o tempo, percebe o tempo passado.
Antonio Hofmeister




